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segunda-feira, 8 de março de 2010

Maratona de Tomar! Um duro teste!

Este Domingo decorreu mais uma jornada de preparação para a nossa expedição à descoberta do Geopark Naturtejo! E como nem só de sucesso se faz a história também temos de vos contar os fracassos! Desta vez rumámos a Tomar para realizar a sua Maratona de Btt. Para estarmos lá sem atrasos e para nos safarmos às curvas da viagem aproveitámos a hospitalidade do nosso amigo Gonçalo. Para Além deste acompanharam-nos também o Gravito e o Hugo. Este bafejado no sorteio dos quartos pelo privilégio de dormir com as nossas fieis companheiras.
Ao acordar o que fiz foi espreitar pela janela e logo percebi que o dia não estava de bom humor! O que me obrigou a uma primeira decisão: deixar a máquina fotográfica! Afinal se ela apanha-se chuva podíamos ficar sem máquina para a viagem! E com o dia como estava todas as fotos ião ficar um bocado "buzias". Desde já as nossas desculpas por não vos apresentarmos fotos do percurso.
E que percurso! Em vez de BTT mais parecia BTL, Bicicleta toda-a-Lama.
Os primeiros 20 kms foram complicadissimos. Partimos no final do pelotão para adoptar um ritmo suave de expedição e isso foi um erro terrível, os primeiros single tracks e tudo parado. Se era a subir a roda de traz derrapava, se era a direito andávamos aos s`s se era a descer o risco de queda era tão grande que mais valia não arriscar!
A partir dos 20 Kms embora continuasse a dureza já se conseguia rolar e o percurso acabou por se revelar muito bonito. Um carreirinho muito bem talhado junto ao rio Zêzere foi a jóia do coroa, mas o ribeiro que se apoderou do trak por mais de uns 50m seguido de uma passagem com água quase pela cintura junto a uma enorme cascata também não estava nada mal!
Enfim, muita dureza que acabou por ter os seus custos. Primeiro uns problemas físicos ultrapassáveis, não fosse o Carlos feito daquela massa com que se fazem os homens do pinhal! Depois os problemas mecânicos, estes mais graves pois obrigaram-nos a chamar a assistência. E a desistir a cerca de 5kms de Tomar. A muita lama, associada aos travões v-break acabaram por desgastar a roda e fazer rebentar o pneu e o aro! A partir de agora só uso disco, há que aprender com a experiência!
Moral da história: se nunca deixás-te um passeio por acabar é bom que te prepares bem porque podes deixar por acabar já o próximo! As semanas que aí vêm servirão para rever todos os pormenores e para encontrar os elos fracos que poderão fazer partir a corrente do sucesso da nossa viagem.
Uma última palavra para o pessoal de Tomar que tudo fez para que a prova corre-se bem. Pena não ter contado com a colaboração do São Pedro!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Onde Estivemos: Maratona do Mondego

Com esta idade e ainda a brincar na lama! Era o que se podia dizer aos mais de 500participantes nesta maratona em que tive oportunidade de participar com o Carlos e com mais alguns amigos (Ricardo, Gravito, Luís...)
Este passeio revelou-se uma boa preparação para a nossa Grande Aventura: avarias, imprevistos e uma dificuldade superior às expectativas, representaram um bom teste que podemos considerar superado.
Com maior ou menor dificuldade lá se conquistaram os 70Kms, que se relevaram extremamente interessantes e diferentes do que estamos habituados. Muitas zonas de floresta, muitos single tracks, muitas zonas técnicas, muita lama e também muitos kms a rolar junto ao Mondego! Principalmente este último aspecto não estamos habituados!
Parabéns à organização!
Uma experiência a repetir!

Mais fotos aqui.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Onde Estivemos: Picos da Europa e Oviedo

Iniciamos aqui uma nova rubrica do nosso blog: "Onde Estivemos". Apresentaremos neste espaço algumas das viagens e das aventuras onde nos temos metido.
Para abrir este espaço começo por vos falar dos magníficos Picos da Europa e da "cidade perfeita" de Oviedo que tive oportunidade de explorar no último mês de Junho.
Saí de Portugal no dia 1, com destino a Cangas de Onis, uma pequena mas muito bem cuidada cidade do Principado das Astúrias, primeira sede do Reino Cristão das Astúrias e actualmente uma das portas de entrada do Parque Natural dos Picos da Europa. Meti a Tenda e a Bicicleta no carro e 750Kms depois acabei por encontrar o familiar parque de campismo dos Picos da Europa em Avin (a 15kms de Cangas), que utilizei como "campo base" para as minhas aventuras.
E que aventuras!

Os Picos da Europa são um paraíso para andar a pé! Mais de 30 percursos marcados e imensa gente a percorrê-los, mesmo em época baixa. Tive que escolher, não tinha tempo para todos e acho que não apostei mal. Explorei a Aldeia de Bulnes, enclausurada numa espécie de castelo Natural, com muralhas de 2400m de altitude, acessível aos turistas comuns pelo seu funicular e aos ousados e sem vertigens por 1h30 de vereda!
Explorei também, e «necessariamente» a pé, a "Ruta del Cares", uma gigantesca maravilha natural, tornada apreciável pelo engenho humano, um percurso literalmente escavado no desfiladeiro que nos dá uma espécie de sensação Indiana Jones ao explorar as ravinas, as pontes e os inúmeros túneis.
De BTT as alternativas de percursos não são muito variadas e não estão marcadas, mas as transitáveis são inesqueciveis. Subi o vale do rio Bulnes e desci por uma mata de Carvalhos até Potes. No regresso meti a Bicla no teleférico de Fonte De, o que é emocionante, garanto-vos, e óptimo para o acumulado!
Tive ainda possibilidade de Subir (a letra maiúscula foi intencional!) aos Lagos, outro dos pontos obrigatórios dos picos, por um percurso que me indicou o dono do camping. Para além de um troço de Pétt e de uma valente molha, conheci nos Lagos Bttistas portugueses de partida para os Caminhos de Santiago.
Pelo meio ainda fiz um dia de Canoa no Rio Sella.
Depois de deixar os Picos segui para Oviedo com o objectivo de dedicar uma semana ao Yoga num centro coordenado por instrutores portugueses. Para além o yoga descobri uma "cidade perfeita", imensas ruas pedonais, passeios enormes, estátuas em todas as ruas e parques enormes. Podes percorrer a cidade toda de Bicicleta e para além disso os arredores da cidade têm os percurso de btt marcados que faltam nos Picos. Descobri um que subia ao Naranco e que entre outras particularidades me levou a cruzar com peregrinos de Santiago e com uma simpática Senhora que me ofereceu um café em sua casa!

Infelizmente tive que regressar no dia 12 tendo chegado bem, com memórias inesqueciveis e com muitos Kms para contar, de carro, de bicicleta, a pé e ainda 15 de canoa!
Brevemente o Carlos apresentar-nos-á as suas aventuras recentes pelos Açores.